Mamíferos como nós

 

Todos os cetáceos são mamíferos, ou seja, seus filhotes crescem dentro de uma placenta no interior do corpo da mãe e são alimentados com leite produzido por ela durante os primeiros meses de vida. A gestação varia de espécie para espécie. Pode durar de onze a doze meses nos misticetos, ou de dez a quinze meses nos odontocetos.

Os cetáceos, em geral, são animais de topo de cadeia alimentar, ou seja, não possuem muitos predadores naturais. Por isso, o crescimento populacional de baleias nos oceanos pode ser usado como indicador da saúde do meio ambiente marinho e da biodiversidade disponível para o futuro.

Assim como ocorre com outros mamíferos, as mães têm função importante na aprendizagem de comportamentos para a sobrevivência dos filhotes, principalmente nos odontocetos. Na maioria dos golfinhos, um filhote permanece com sua mãe cerca de dois anos. No caso das orcas, os filhotes ficam junto de suas mães durante toda a vida. Ao lado delas, os filhotes aprendem a se alimentar, se comunicar e ainda a migrar para áreas de alimentação. Uma vez aprendido o caminho, eles se tornam independentes.

É muito raro baleias ou golfinhos terem filhotes gêmeos. Os filhotes demandam um grande gasto energético por parte de suas mães e é pouco provável que uma fêmea conseguisse amamentar dois ou mais filhotes. Nos raros casos em que o nascimento de gêmeos ocorre, um deles normalmente não sobrevive. Essa é uma das razões pelas quais os cetáceos merecem cuidados especiais. Como as fêmeas geram um filhote por gestação e demoram bastante tempo – entre dois e seis anos – para ter outro filhote, as populações desses animais não crescem tão rapidamente e, por isso, são mais vulneráveis a impactos ambientais.